sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Encontro de Lideranças LGBT's.


Primeiro encontro de Lideranças LGBT's em Quatis/RJ, com debates, palestras e muita interatividade com a Comunidade LGBT e o Setor Público da Região ocorrido na Câmara Municipal de Quatis.









1ª Jornada de Saúde e Prevenção LGBT (25/01 às 9h Plenário da Câmara Municipal de Resende)..


I JORNADA DE SAÚDE E PREVENÇÃO LGBT


Data: 25 de Janeiro de 2012
Horário: 9h às 13h
Local: Câmara Municipal de Resende.
Rua Padre Couto, n° 10 - Centro. CEP 27511-150

PROGRAMAÇÃO:

Mesa 1 – Vulnerabilidades: DST/HIV/Aids e Hepatites Virais
1) Perfil Epidemiológico/Aids estadual
2) Estratégias da Gerência Estadual e Coordenações Municipais para o enfrentamento da epidemia DST/HIV/Aids entre HSH, Gays e Travestis
3) Estratégias das OSC locais para trabalhar a prevenção DST/HIV/Aids entre HSH, Gays e Travestis

Mesa 2 – Homofobia – Cláudio Lemos – Presidente da Rede LGBT do Interior Fluminense;

Mesa 3 – Realidade local – Representante da Coordenação Municipal de DST/AIDS;Sugestões: falar das estratégias locais de enfrentamento da epidemia entre a população LGBT;

- Exibição do Curta – Janaína Dutra com a presença do Diretor Vagner de Almeida (Abia);
- Apresentação Cultural com a Drag Queen Eddylene Água Suja.

NÃO FALTEM, SUA PRESENÇA É INDISPENSÁVEL!!!

29 de Janeiro: Dia da Visibilidade Trans - Atividades em comemoração 2012.

Campanha: "Rio sem Homofobia!"


domingo, 5 de agosto de 2012

Principais agressores de homossexuais são da própria família.

Estudo analisou quase sete mil denúncias de violência física e psicológica. Os casos foram registrados principalmente pelo Disque 100, um serviço de denúncias contra violações dos direitos humanos.

Uma pesquisa sobre homofobia no Brasil revela: os principais agressores dos homossexuais são da própria família. O Fantástico abriu uma linha especial pra ouvir essas histórias.

“Violência física, discriminação, humilhação e ameaça. tudo isso eu já passei e passo na minha casa. O tempo todo ele ficava falando que eu tinha que sair de casa, que ia me dar um sumiço. Meus dois irmãos também não aceitam, não falam comigo. Eles falam que eu tenho uma doença”.

O relato é de um jovem, que tem medo e prefere não mostrar o rosto. Ele descreve o tipo mais comum de agressões a homossexuais no Brasil. Segundo um relatório pioneiro da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, os principais agressores são da própria família.

“É como se eu morasse em casa, mas fosse um estranho. Eu me sinto um estranho hoje. Eu não me sinto um membro da família”, diz.

A amostra é grande: o estudo analisou quase sete mil denúncias de violência física e psicológica. Os casos foram registrados principalmente pelo Disque 100, um serviço de denúncias contra violações dos direitos humanos.

“Justamente para que no momento em que a pessoa faz a denúncia, ela seja recebida com todo o respeito e exista uma investigação. Nós identificamos também que as circunstâncias de impunidade também no caso dos crimes de caráter homofóbico contribuem para a continuidade dessa violência”, diz a ministra da Secretaria de Direitos Humanos Maria do Rosário.

A maior parte das agressões aconteceu dentro de casa. E mais: são as mães quem mais agridem os filhos por serem gays. Uma professora universitária sabe há 20 anos que seu caçula é homossexual. E há 15 comanda uma instituição para reaproximar pais e mães de seus filhos gays.

“Para uma mãe é muito difícil. Falou homossexual hoje em dia a maioria das pessoas já aceita, como filho do vizinho. Mas filho da própria pessoa ainda é difícil”, diz Edith Modesto, presidente do Grupo de Pais de Homossexuais.

Ela diz que muitos filhos têm medo de como os pais vão reagir.

“Uma vez, um deles me falou e eu nunca mais me esqueci. Ele falou ‘Edith, para o meu maior amigo eu já contei, porque se eu perder o meu amigo, eu posso arrumar outro. Mas se a mãe não me quiser mais, como eu vou fazer?’”, conta Edith.

Para Felipe, que trabalha no grupo como voluntário, o mais difícil foi contar para a mãe.

“Eu tinha medo de falar, mas ‘eu acho que ela vai agir diferente, acho que não vai ser assim’”, conta o estudante Felipe Santos Mário.

Mas foi.

“Tivemos um desentendimento, ela me bateu e aí dois dias ou um dia depois eu saí de casa. Ela falou ‘olha, eu não quero mais você aqui porque não dá, você não muda e eu não aceito. Meu filho pra mim morreu quando você falou que era homossexual’", lembra Felipe.

O Fantástico abriu um canal exclusivo para ouvir histórias de homofobia. Foram 50 relatos em apenas 24 horas. São casos de humilhações, ameaças e agressões contra filhos, netos e irmãos.

“Durante três ou quatro anos foram violências constantes. Surras, meu pai me jogava no chão e batia com os dois pés em cima de mim. Meu pai falava que ia orar para Deus para Deus me matar, para Deus me levar porque ele não queria ter filho homossexual”, relata um homossexual.

“Ele chegou em casa e começou a me agredir. Disse que eu pagarei tudo que eu faço, ele me ameaçou, ele disse que eu morrerei de câncer pelas coisas que faço”, diz outro.

A violência não é sempre física. Mas o sofrimento é indisfarçável.

“Eu vejo meus primos crescendo, meus primos levando as suas respectivas namoradas pra um encontro de família e eu não poder levar a minha. Isso é muito triste pra mim porque é uma discriminação na minha família”, reclama mais um.

A jovem que gravou esse depoimento também não quis mostrar o rosto.

“Eu queria ter amigos na minha casa, é uma coisa que eu não tenho. Eu convivo com os meus avós desde que eu nasci e hoje, depois que eles descobriram que eu sou homossexual, não existe mais paz na minha casa, não existe mais diálogo. Eu vivo com dois estranhos. Eu não escolhi ser assim, eu simplesmente sou assim. A única coisa que eu queria pedir para eles é que eles me respeitassem”.

Link de acesso à matéria:

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681504-15605,00-PRINCIPAIS+AGRESSORES+DE+HOMOSSEXUAIS+SAO+DA+PROPRIA+FAMILIA.html

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Alerta contra homofobia no Sul do Estado do Rio de Janeiro.




Do O DIA Online

Rio - Crimes motivados por homofobia se transformaram num pesadelo no Sul Fluminense, região do estado onde mais ocorre esse tipo de violência. Em menos de um ano, seis assassinatos foram relacionados à orientação sexual das vítimas em Barra Mansa, Volta Redonda, Barra do Piraí e Resende. Três suspeitos foram presos. O assunto será denunciado à Anistia Internacional e ao Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas pelo Fórum Regional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do Sul do estado.
“A situação exige intervenção internacional. A homofobia por aqui virou epidemia”, alerta o presidente do fórum, Rogério Santos. Um dos casos que causaram comoção foi a morte do atendente Marcelo Antônio Lino, 38, em Volta Redonda, em 7 de outubro. Preso uma semana após estrangular Marcelo com a corrente de seu cachorro, o pedreiro Albert Kroll Kardec de Souza, 22, declarou a jornalistas: “Matei porque não gosto de gays”.
A polícia descobriu que Kardec é suspeito de matar outros dois ho
mossexuais em Minas Gerais. O delegado Antônio Furtado, da 93ª DP (Volta Redonda), o definiu como um ‘possível serial killer de gays’. “Não entendemos o motivo de tanto ódio. Ele (Kardec) nem conhecia o meu irmão, que era pacífico, ia sempre à missa e nunca se envolveu com brigas ou drogas”, desabafa Débora Lino,35.

Na madrugada do dia 7 de outubro, conforme vídeos obtidos pela 93ª DP, Marcelo deixou uma boate no Centro da cidade sozinho. No caminho para casa, foi acompanhado por Kardec, que passeava com um cão. No bairro Colina, o pedreiro arrastou o atendente para um matagal e o enforcou com a corrente do animal. Na reconstituição do crime, Kardec deixou policiais e jornalistas perplexos.
Ao ser perguntado por que tinha escolhido aquele local, respondeu sorrindo: “É tranquilo. Dava para matar mais uns 50”.

Ataques semelhantes a de skinheads
Os ataques a LGBTs no Sul do estado são semelhantes aos praticados pelos skinheads paulistas. “A diferença é que aqui os agressores não raspam a cabeça e não agem em bandos”, diz o delegado Antônio Furtado.

Há dois meses, a equipe dele co
mandou também a prisão de um mecânico suspeito de matar o comerciante Rodrigo Paiva, 26 anos, em 18 de novembro. O suposto mandante é outro mecânico, que alegou em depoimento, antes de ser considerado foragido, que era assediado por Paiva.

Preso em setembro, em Barra Mansa, o pedreiro Fernando de Brito, 35 anos, causou surpresa ao revelar o que o motivou a assassinar a pauladas uma travesti de 23 anos, em maio: “Deteste gay. Saí com ele com o objetivo de matá-lo”.

Em Barra do Piraí, por ter se declarado gay, H., 27, (família pediu sigilo) foi morto em novembro e jogado em lixeira. Em Resende, mortes de dois homossexuais correm em segredo de Justiça.

Medo limita queixas na DP
Para o delegado adjunto da 90ª DP (Barra Mansa), Michel Floroschk, a violência contra LGBTs na região é grave. Mas, segundo ele, de cada 10 registros feitos nas delegacias da região, só dois relacionam a agressão à homofobia.

“O princípio da dignidade da pessoa humana é assegurada pela Constituição, mas o medo de denunciar companheiros violentos ou outros tipos de agressores ainda impera”, adverte Floroschk, que levou o pedreiro Fernando de Brito à prisão.

Ameaçado de morte, o auxiliar de escritório Y., de 24 anos, registrou queixa na 93ª DP (Volta Redonda) duas vezes. “Eu tinha saído de um bar e um jovem quebrou o meu nariz com um soco”, lembra ele. O agressor já foi identificado pela polícia.

Nossa próxima entrevista, agora é com o Jornal O Globo, com direito a Foto de Capa e tudo relatando casos de Homofobia.

Segunda Feira - Estaremos em Barra do Piraí onde aconteceu a I Parada da Diversidade LGBT (Alexandra Oliveira)

Sexta Feira - Será a vez de Resende, estaremos concedendo entrevista ao Jornal o Globo na Casa dos Conselhos (Prefeitura Municipal de Resende) situado à Avenida Gustavo Jardim (em frente a Casa do General, Centro da Cidade, seguindo a rua da Rodoviária Velha).

Contamos com toda a Comunidade LGBT!!!

Atual Presidente do Fórum LGBT: Vivian Ribeiro, Vice Presidente Alexandra Oliveira, Secretário Geral Rogério Santos, Diretor de Comunicação Rafael Vincente, Diretora de Assuntos Transexuais Rayssa Ravachi.